Vicente Muguerza: o que aprendi para fazer um planejamento campeão

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O ano de 2017 está aí batendo em nossas portas. Nesse momento, as empresas se debruçam na construção ou revisão dos seus planejamentos de marketing.

A fim de contribuir na elaboração dessa importante carta de navegação, seguem alguns pontos que devem ser observados para que possa ser um instrumento realmente vencedor:

Ponto 1
Tenha na ponta da língua a resposta para esta afirmação: Mais importante do que a empresa faz ou vende é o “por que ela faz”. O propósito é a razão de ser de uma empresa – engaja pessoas, alinha projetos e gera resultados.

Ponto 2
Quais os stakeholders que nortearão a comunicação integrada de marketing? Com certeza, esse é o ponto mais desafiador e fundamental para que se alcance o sucesso. Provavelmente, o mais complexo também.

Ponto 3
Conectar empresas com pessoas, pessoas com pessoas. Essa é a melhor definição de marketing. É por esse motivo que marcas regionais ganham força. Estar presente, saber como falar, conviver diariamente com seu mercado local. O mesmo vale para o mercado nacional, ou seja, o desafio é transformar essas mensagens aplicáveis ao mercado nacional.

Ponto 4
Lembre sempre que as marcas têm história, têm cultura. Esses elementos é que criam a personalidade das empresas e devem ser preservados. Se você conseguir preservar esses elementos e, a partir deles, buscar o novo, você estará gerando inovação para a marca.

Ponto 5
Quais as métricas que seu planejamento utiliza para avaliar sua marca? Como você mede o retorno de suas campanhas e ações? Não existe planejamento eficaz sem ferramentas para mensurar os esforços. Lembre sempre disso.

Ponto 6
Uma marca forte começa dentro de sua empresa. Toda a equipe deve estar convencida do valor de sua marca. Deve ser engajada e multiplicadora dos valores da marca.

Ponto 7
O perfil do consumidor mudou. Falar com ele e satisfazer seus desejos deixou de ser uma tarefa fácil. Investir em pesquisa deixou de ser um luxo e passou ser uma necessidade, pois só assim você poderá conhecê-lo cada vez mais e melhor. Então, a entrega dos benefícios racionais, emocionais e de autoexpressão ficaram mais complicados. Se a sua marca trabalha para aumentar a autoestima do seu cliente, ele estará cada vez mais próximo de você.

Ponto 8
Uma pesquisa deve ir além da primeira resposta. Estimule a conversa, investigue, vá mais fundo. Estão à disposição do mercado diversas ferramentas tecnológicas que promovem essa interação.

Ponto 9
Não se iluda com as estratificações antigas. Hoje, identificar públicos por classe ABCDE pode tornar-se em um erro fatal. Para cada nicho, para cada grupo de consumidores, existe uma forma e uma percepção de mundo. Desenvolva produtos direcionados para seu público de interesse, pois eles não aceitam “gambiarras”.

Ponto 10
Se a sua marca comporta novos produtos, crie uma plataforma de desenvolvimento. Através da associação com os já existentes, sob a mesma bandeira, poderá agregar valor, impulsionar vendas, ampliando o valor da marca. Um exemplo clássico é o da marca Ray-Ban. Lançou um novo produto, sob a mesma marca, com um valor menor, com foco nessa nova leva de consumidores que a economia lançou no mercado. E você, o que irá fazer?

 

Por Vicente Muguerza
Sócio e Diretor de Atendimento e Planejamento da Publivar/On